quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Romanos 2.17-29: Lidando com autossuficiência

Exposição Bíblica:
Romanos 2.17-29.
Rev. João Ricardo Ferreira de França.
Introdução:
            Aqui neste trecho Paulo dirige-se direta e intensamente aos judeus. Pois, os Judeus se achavam santos e Paulo nos versos anteriores expõe quão tola é esta posição de auto-justificação. Aqui o apóstolo quer mostrar que o juízo de Deus cairá sobre os que negligenciam a justiça da fé.
I – A AUTOSSUFICIENCIA DO JUDEU NÃO O LIVRARÁ DO JUÍZO (Rm.2.17-20)
O termo “Judeu” identifica de modo claro a quem Paulo está se dirigindo nesta seção, aos judeus que se inclinavam.
Esta autossuficiência estava vinculada ao “respousar na lei” [ ἐπαναπαύῃ τῷ νόμῳ, - epanapauê tô nomô] aqui aponta para ideia de que eles “descansavam” no fato de possuírem a lei de Deus.
Vs. 18 - “que conheces a sua vontade” – “γινώσκεις τὸ θέλημα” – gnoskeis to thelema- eles conheciam a vontade de Deus [ vontade de Deus aqui é uma alusão as Escrituras do Antigo Testamento]. A posse das Escrituras é possuir a vontade de Deus revelada (Romanos 3.2). “E aprovas as cousas excelentes” o verbo aprovar aqui “δοκιμάζεις” – dokimaxeis – tem o sentido de aprovar após um teste. Mas, aqui está sendo usado no sentido de discernir as coisas que se enquadram na vontade de Deus e quais não se enquadram. E, eram capazes disso porque seguiam “sendo instruídos na lei” [κατηχούμενος ἐκ τοῦ νόμου] – katechumenos ek tou nomou – era catequizados pela Lei instruídos por ela sempre.
Vs. 19 – 20: Neste bloco agora a transição singular da lista de privilégios que receberam de Deus para as prerrogativas em relação ao próximo; os judeus estavam confiados que Deus lhes haviam dado este privilégio. Eles como possuidores dos oráculos de Deus =m deveriam ter sido, para com os de fora do alcance dessas vantagens e privilégios “guias de cegos” e “instrutor” [παιδευτὴν] de ignorantes , mestre de crianças” (v.20).
O pecado destes judeus estava exatamente em ignorar sua vocação para com os outros, e orgulhosamente reter a revelação de Deus para os outros – ocultar o ensino claro da revelação de Deus, e posteriormente, jugar que estão salvos porque possuem este conhecimento.
Eles ignoraram a foram de sabedoria encontrada na verdade -  eles sabiam da lei, mas não entendiam a sua substância, tinha a forma de sabedoria  e da verdade, mas vivam a ignorá-la completamente.
II – A INCOSISTÊNCIA DA VIDA DOS JUDEUS NÃO GLORIFICAVA A DEUS (Vs.21-24).
De que maneira era evidenciada a inconsistência?
1.      No ensino sem o viver o que se ensina (vs.21)
2.      Na conduta moral (vs. 22)
3.      No desprezo da Lei de Deus (vs. 23)
4.      No escândalo trazido ao nome de Deus (vs. 24)
III – O SELO DO PACTO NÃO É SALVO-CONDUTO AOS TRANSGRESSORES (VS.25-29)
Paulo persegue os Judeus até o seu último refúgio  - “a circuncisão” o selo do pacto no Antigo Testamento. Por que Paulo faz isso?
1.      A circuncisão é nula quando não se observa a lei de Deus. (vs. 25)
2.      A Incircuncisão cumpre as exigências da lei de Deus (vs. 26-28
3.      Que os verdadeiros judeus são aqueles que guardam a Lei de Deus em obediência , no coração, tem um coração inclinado a obedecer a vontade de Deus.
Conclusão: Aqui o apóstolo expõe de forma magistral a hipocrisia dos Judeus que declaravam viver sob a Lei de Deus e estavam na verdade em falta com a vontade de Deus.


EXPOSIÇÃO DO SALMO 100

SALMO 100 - APRENDENDO A RENDER GRAÇAS AO SENHOR
Rev. João Ricardo Ferreira de França
Introdução:
      O salmo que temos diante de nós é um salmo bastante conhecido. Não existe cristão que não o conheça. O livro de Salmos é o mais importante do Antigo Testamento. O que significa o título deste livro? “A Bíblia Hebraica simplesmente chama o Livro dos Salmos, tehillim, em hebraico "Louvores".”[1] Kraus nos lembra que os judeus que “falam hebraico ou aramaico, o ‘saltério’, que conta com 150 salmos, conhecem o livro pelo “título de ~yLihiT. (tehillîm) = ‘cânticos de louvores’, ‘cânticos de adoração’, ‘hinos’.[2]
Muitos ignoram que o Saltério é a formação de cinco livros (Liv. I cap.1-41; Liv II cap. 42-72; Liv III cap. 73-89;  Liv. IV cap.90-106; Liv.V cap.107-150).]
      Este salmo é um cântico de triunfo do nosso Deus. Alguns tem sugerido que este poema foi composto para “a companhar a apresentação de uma oferta em ações de graças ao Senhor”[3] Na igreja primitiva, o salmo 100 era usado para as orações matutinas, e com o passar do tempo ele foi usado para chamar o povo a adoração. Este salmo pode ser estruturado em três ideias fundamentais:
1.      Convite para adoração (vs. 1-3)
2.      Convite para a gratidão (vs.4)
3.      A razão para a gratidão (vs.5)
Consideremos:

I – O CONVITE PARA ADORAÇÃO (vs.1-3)
          O escritor deste salmo inicia a sua poesia de forma bastante interessante. Ele começa com uma informação importante. Este poema trata-se de um “מִזְמ֥וֹר ” [ salmo] ele é litúrgico! Foi feito para ser cantado. As palavras inicias deste salmo são parecidas com o as do salmos 98.4 “Celebrai com júbilo ao SENHOR, todos os confins da terra; aclamai, regozijai-vos e cantai louvores.
1.      Convite missiológico:

            Percebemos que o convite é missiológico, ele é universal. Uma vez que Yahweh é o senhor do universo inteiro, ele tem o direito de chamar toda a sua criação ao culto, ou seja para louvá-lo.
“celebrai” [הָרִ֥יעוּ (hari’u)]. Aqui  o sentido é de estar disposto para louvar e presta-lhe honra.
2.                  É um convite para o culto: No verso 2 temos o poeta diz “servi” no hebraico temos a palavra “עִבְד֣וּ (‘iveru)" que pode ser traduzida por “culto”, pois, esta palavra possui uma gama de significados:
a.      Pode indicar a ação de um escravo “servo”[Jeremias 34.14 – “Ao fim de sete anos, libertareis cada um a seu irmão hebreu, que te for vendido a ti e te houver servido seis anos, e despedi-lo-ás forro; mas vossos pais não me obedeceram, nem inclinaram os seus ouvidos a mim.”]
b.      O exercício dos súditos em relação ao soberano [Jeremias 27.7 - Todas as nações servirão a ele, a seu filho e ao filho de seu filho, até que também chegue a vez da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis o fizerem seu escravo. ]
c.       O serviço prestado ao Senhor [Êxodo 23.25 - E servireis ao SENHOR vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades. ]

As nações gentílicas são aqui convocadas pelo salmista a adorarem aquele que é soberano; e isso começa com o culto que nós prestamos; o culto tem como alvo nos preparar para sermos missionários. Como? Anunciando e convocando as nações para o culto, para a celebração pactual, daí o nome divino ser enfatizado neste salmo [יְהוָ֣ה ]
Mas, como deve ser este culto? Como deve ser este servi ao Senhor? A resposta ainda está aqui no verso 2 – “servi ao senhor com alegria” ou como diz o hebraico “בְּשִׂמְחָ֑ה  - em alegria”. O culto ao senhor deve ser jubiloso! Devemos serví-lo com o coração alegre; obedecer com alegria as suas leis! Suas ordenanças, seus preceitos e tudo aquilo que ele requer que façamos devem ser feito com alegria. E entrar na sua presença com louvor. No original aqui o sentido é estar diante de sua face com louvor, a palavra “פָנָ֗יו ” que significa literalmente: “face ou rosto”, aqui indica que nossa atitude litúrgica deve ser alegre porque estamos diante de Deus em toda a celebração pactual; a nossa tradução diz que devemos entrar na presença de Deus com um hino, na verdade o original declara que devemos entrar com “um grito de alegria”. Um louvor alegre diante dele!

3.        É um convite para conhecer ao Senhor: O convite para a adoração envolve a ideia de se convidar os homens para conhecer a Deus. Conforme vemos no verso 3: “Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio.”
Aqui o imperativo do verbo “conhecer” [דְּע֗וּ ] foi traduzido por “saber”, o que está aqui em voga é a ordem de Deus! Mas o que significa conhecer a Deus aqui? Equivale a confessá-lo, a amá-lo. Precisamos conhecer a Deus, pois, somente assim poderemos a amá-lo de forma desinteressada, sem baraganhas, amá-lo simplesmente porque ele é o nosso Deus; por que precisamos conhecer a Deus?
  1. Porque foi ele quem nos criou
  2. Porque ele nos fez seu povo
  3. E nos tornamos por sua vontade, suas ovelhas e ele é o nosso Pastor supremo!
O Salmista reflete sobre a soberania de Deus. Primeiro, revelando que nos fez “עָ֭שָׂנוּ (ashanu)” o sentido é fazer manufaturado; Deus é criador do seu povo; a doutrina da eleição se vê claramente no texto, pois, nos dize que “foi ele quem nos fez, e dele somos (Salmos 100:3 ARA)” .
II – O CONVITE PARA AÇÕES DE GRAÇA (vs.1, 4)
Agora devemos nos lembrar que este salmo é um convite para a agradecer a Deus. Nós estamos aqui nesta noite para agradecermos a Deus. Porque sabemos que este salmo é um salmo de agradecimento. Primeiro porque o primeiro verso deste salmo nos indica isso “מִזְמ֥וֹר לְתוֹדָ֑ה (mizemor letodah)” que lit. significa “melodia para sacrifico de ações de graça” isso o coloca entre os salmos de ações de graça.  O termo “תוֹדָ֑ה” não está precisamente claro, será que trata-se do sacríficio de ações de graças?
1 Esta é a lei das ofertas pacíficas que alguém pode oferecer ao SENHOR. 12 Se fizer por ação de graças, com a oferta de ação de graças trará bolos asmos amassados com azeite, obreias asmas untadas com azeite e bolos de flor de farinha bem amassados com azeite. 13 Com os bolos trará, por sua oferta, pão levedado, com o sacrifício de sua oferta pacífica por ação de graças. 14 E, de toda oferta, trará um bolo por oferta ao SENHOR, que será do sacerdote que aspergir o sangue da oferta pacífica. 15 Mas a carne do sacrifício de ação de graças da sua oferta pacífica se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até à manhã.
 (Lev 7:11-15 ARA)
Ou será que se trata do cântico de ações de graças? Ou ainda trata-se da liturgia de ações de graças[4], a resposta certamente encontra-se aqui no verso 4: “4 Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome. (Salmos. 100:4 ARA)”
Temos aqui um convite para a adoração cheia de gratidão diante do senhor. Há um imperativo para se achegar ao ato de adoração “בֹּ֤אוּ (bob’u)” “venham para entrar” – entrem! Aqui figura-se aqui a ideia dos sacerdotes nas portas dos átrios (Templo ? ou Tabernáculo?) conclamando todo o povo à adoração!
Entrar pelas portas, pode se referir, exatamente a entrar pelos portões do templo. Os que entram no templo e se apresentam em seus átrios são encorajados a chegar-se com jubilosa gratidão diante do Senhor.

III  - O  MOTIVO PARA A GRATIDÃO (vs.5)
            O poeta termina oferecendo as bases da gratidão a Deus. As razões são sumarizadas aqui no texto de forma ímpar. Por que você deve prestar um culto de gratidão a Deus? Não porque tenha recebido alguma bênção provinda do Senhor! Não! O motivo, a base de prestarmos um culto de gratidão é bondade de Deus! Deus é bom!
            O adjetivo hebraico “ט֣וֹב ” [tov] aponta para a bondade intriseca do ser divino. Deus é supremamente bom, por isso, merece culto, adoração e atos de ações de graça! A segunda motivação que devemos deter para o ato de ações de graça é a certeza do “amor eterno de Deus”, a palavra hebraica “חַסְדּ֑וֹ (haseddo)” foi traduzida por “misericórdia”, na verdade aqui deveria ser traduzida por “amor pactual” é uma amor que perdura e que será louvado pelas gerações seguintes por causa da verdade “אֱמוּנָתֽוֹ (‘emunatho)” ou fidelidade. Aqui a ideia é de que o amor de Deus é eterno, bem como a sua geração subsiste para sempre.


QUANDO O CRISTIANISMO NÃO FUNCIONA

QUANDO O CRISTIANISMO NÃO FUNCIONA
Michael Horton

A história de Jó nos auxilia a entender o momento que estamos vivendo aqui. Expressões como  "a paciência de Jó", "os conselheiros de Jó" são bastante significativas. Estamos aqui, neste momento, escandalizados com o sofrimento que trouxe Tim Brewer - marido, pai, pastor e amigo - a uma atitude desesperada. Achamo-nos invadidos por uma variedade de emoções: piedade, tristeza, ira, perplexidade, ressentimento e desespero. Todos desejamos saber como essas coisas terminaram desse modo trágico. Desejamos saber como alguém que pregava a suficiência da Palavra de Deus e acreditava em Sua  graça  em face a todas as circunstâncias da vida pôde chegar a este ponto. Se isso não foi suficiente para ele, por que seria suficiente para mim? O que acontece quando o cristianismo não funciona?
Nossa cultura tem valorizado apenas coisas que são práticas, coisas que funcionam. Cada idéia ou convicção é julgada por sua utilidade: Isso me ajudará a criar meus filhos, a ter um casamento bem sucedido, ou a ter uma vida saudável? Assim, quando uma idéia ou convicção não passa nesse teste, achamos fácil mudar para um outro produto. Freqüentemente, quando as pessoas vêm a Cristo, os pregadores prometem-lhes "vitória em Jesus ". Pessoas sorridentes e felizes dão testemunho sobre como um dia foram infelizes e agora estão cheias de borbulhante  exultação.  Casamentos desfeitos são restaurados,  crianças problemáticas tornam-se verdadeiros anjos e a depressão é banida para a velha vida. Mas, naturalmente, aqueles de vocês que conheceram o Tim e a sua pregação estão plenamente conscientes de que esta não era a sua mensagem. Ele não via o cristianismo como a solução para todos os problemas terrenos, nem apresentava a Jesus como o Sr. "Conserta Tudo", mas como o Amigo de Pecadores, Redentor e Pastor de Suas ovelhas. Ele sabia haver um  problema maior que nós, como criaturas caídas, enfrentamos; embora ele não considerasse os  desafios terrestres irrelevantes ou triviais; antes abordava-os corretamente na perspectiva da eternidade.
Mas mesmo que o Cristianismo não tenha resposta para cada um dos problemas que temos nesta vida, seguramente essa perspectiva da eternidade nos ajudará a enfrentá-los. Por isso desejamos saber: Por que este pai, irmão, marido, amigo e pastor pôs fim a sua vida tão jovem?
Jó foi um homem profundamente consagrado a Deus e à Sua Palavra. Era tão zeloso com sua família que sempre que seus filhos terminavam as festas familiares que realizavam na casa de cada um dos irmãos, seguindo um turno,  Jó ofereceria sacrifício em nome dos seus filhos. Satanás questionou a Deus sobre a fidelidade de Jó. Por que ele não seria fiel?, Satanás perguntou. Afinal de contas, ele vive uma vida maravilhosa. Ele é rico, feliz, e a família dele é saudável e despreocupada. Então Deus permitiu a Satanás que testasse  Jó.
No dia seguinte, um desastre seguia a outro desastre, e Jó, em um dia, perdeu praticamente tudo que lhe era precioso. Mesmo assim, Jó respondeu, "Nu saí do ventre de minha mãe, e nu voltarei. O SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR". Jó recusou-se a atribuir a Deus qualquer culpa. Satanás foi novamente a Deus e declarou, "Estende, porém, a Tua mão, toca-lhe nos ossos e na carne, e verás se não blasfema contra Ti na Tua face!" O corpo de Jó tornou-se cheio de tumores malignos e dores e a sua própria esposa implorava-lhe:  "Amaldiçoa a Deus e morre"! Mas Jó mesmo assim  respondeu: "temos recebido o bem de Deus, não receberíamos também o mal?"
Então vieram os famosos conselheiros  de Jó. No princípio, eles agiram bem,  passam uma semana simplesmente assentados com ele sem dizer palavra alguma, porque viram que era grande a sua dor. O que ele precisava era de amizade e não de pessoas que viessem questionar a sua fé dando-lhe sermões insensatos. Mas ao findar aquela semana, eles começaram a expressar suas opiniões sobre o que estava acontecendo na vida de Jó. Isso começou com o grito de desespero de Jó, amaldiçoando o dia do seu nascimento. Uma nuvem escura de depressão caiu sobre Jó e ele só pôde desejar nunca ter nascido. Foi após essa lamentação que os conselheiros começam a oferecer os seus pontos de vista. 
Elifaz começa dizendo a Jó:  "Eis que tens ensinado a muitos, e tens fortalecido a mãos fracas. As tuas palavras têm sustentado aos que tropeçavam; e aos joelhos vacilantes tens fortificado. Mas agora, em chegando a tua vez, tu te enfadas, sendo tu atingido te perturbas. Porventura não é o teu temor de Deus  aquilo em que confias, e a tua esperança a retidão dos teus caminhos?" Esta é a religião do homem natural. Por natureza, acreditamos que  somos pessoas basicamente boas que ocasionalmente fazem coisas podres. No fim, as boas coisas excedem as más e as pessoas assim avaliam o que lhes acontecem. Esse é o modo como a nossa razão natural avalia as coisas. Há alguns anos, o Rabino Harold Kushner, depois de perder o seu filho, escreveu:  "Quando Coisas Ruins Acontecem Às Boas Pessoas", a suposição, naturalmente, é que a maioria de nós merece coisas melhores que as que temos e somos, porque somos basicamente bons. Elifaz acrescenta: "Lembra-te: acaso já pereceu algum inocente? e onde foram os retos destruídos? Segundo eu tenho visto, os que lavram a iniquidade e semeiam o mal, isso mesmo eles segam". Neste ponto, o sermão de Elifaz parece ter sido interrompido por uma súbita revelação  de Deus de que tudo que ele dissera até então estava errado: "Uma palavra se me disse em segredo... entre os pensamentos de visões noturnas... Um vulto estava diante dos meus olhos; ouve silêncio e eu ouvi a voz: 'Seria porventura o mortal justo diante de Deus? Seria acaso o homem puro diante do seu Criador? Eis que Deus não confia nos seus servos, e aos seus anjos atribui imperfeições; quanto mais àqueles que habitam em casas de barro!" Esta parte do sermão contradiz ao que Elifaz dissera anteriormente. Repentinamente Elifaz percebe que nem mesmo o íntegro e justo Jó podia confiar em seus próprios méritos ou em sua própria fidelidade a Deus. Como as Escrituras declarariam mais tarde: "Não há justo, nem sequer um. Não há quem faça o bem. Nossas justiças são como trapos de imundícia."
Mas Elifaz voltou rapidamente à sua loucura, e encorajou Jó a aceitar a disciplina de Deus com a confiança de que tudo iria acabar bem. As riquezas seriam restabelecidas, a saúde retornaria, e Jó e seus amigos ririam disso dali a alguns anos. Respostas vêm facilmente, muito facilmente, para muitos de nós em ocasiões assim.
A resposta de Jó foi honesta "Por que esperar se já não tenho forças? Por que prolongar a vida se o meu fim é certo? Acaso a minha força é força de pedra? ou é de bronze a minha carne?”, “Pelo que a minha alma escolheria antes ser estrangulada, antes a morte do que esta tortura” ele clamou. Dirigindo-se a Deus, Jó implorou por respostas: "Até quando não apartarás de mim a tua vista? Até quando não me darás tempo de engolir a minha saliva? Se eu pequei, que mal te fiz a ti, ó Espreitador dos homens? Por que te fizeste de mim um alvo? para que a mim mesmo me seja pesado? Por que não perdoas a minha transgressão  e não tiras a minha iniquidade?" A suposição natural diante de tal sofrimento é que de algum modo Deus está nos castigando por nossos pecados. Mas nós, como leitores de Jó, sabemos dos primeiros capítulos que este teste teve outra razão. Como Jó, tiramos conclusões apressadas com base em informações limitadas para tentar entender porque as coisas nos acontecem. Nós não temos acesso às razões de Deus, à Sua câmara interna, e Ele não nos fala diretamente por que coisas ruins nos acontecem, mas isso não nos impede de tirar conclusões.
Então entrou Bildade, o suíta. Bildade repetiu os mesmos erros de Elifaz, exortando a Jó a refrear o seu desespero. "Se fores puro e reto, ele, sem demora, despertará em teu favor e restaurará a justiça da tua morada". Ele dirige-se ao amigo em sofrimento: "O teu primeiro estado, na verdade, terá sido pequeno, mas o teu último crescerá sobremaneira".  Bildade promete, como os pregadores da teologia da prosperidade nos dias de hoje:   "Determine - isso - reivindique". Bildade tinha uma boa intenção, mas ele tinha um entendimento teológico errado.
Mais uma vez, Jó respondeu com a sã doutrina: "Como  pode o homem ser justo para com Deus"? Deus não pechincha conosco, responde Jó à insinuação de que se alguém fizer o seu melhor Deus o fará próspero. Ele declara: "Quanto menos lhe poderei eu responder ou escolher as minhas palavras para argumentar com ele? A ele, ainda que eu fosse justo, não lhe responderia; antes ao meu juiz pediria misericórdia". Jó conclui que se Deus destrói tanto o ímpio quanto o justo, ele poderia ser justificado em suas ações, mas ninguém é justo. Coisas más acontecem a pessoas más, coisas boas acontecem a pessoas más; mas não existe isso de coisas más acontecendo com pessoas justas. Não há justo, nem sequer um. Jó, portanto, conclui: "Por que, pois, trabalho eu em vão? Porque ele não é homem , como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juízo. Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos. Tire ele a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror, então falarei sem o temer; do contrário não estaria em mim".  Então Jó implora a Deus, "deixa-me para que por um pouco eu tome alento". É normal em tais circunstâncias até mesmo os filhos de  Deus afastarem-se de Deus: "Se ele fosse um bom e todo-poderoso Deus, certamente ele poderia parar meu sofrimento em um momento", nós argumentamos. Para Jó, esta questão teológica tinha que ser colocada antes de ele pudesse dirigir-se a Deus. Esta foi a razão por que ele clamou por um tipo de mediador entre ele e Deus, um advogado de defesa, alguém para intervir, pleitear o caso dele perante o Juiz. Se ele tivesse um mediador, diz Jó, ele poderia dirigir-se a Deus. Ele poderia apegar-se a ele no sofrimento, mas na sua situação ele não podia, então  desejou  que o próprio Deus se afastasse dele.
Zofar aumenta o bolo e oferece o seu conselho. Ele começa: "Porventura não se dará resposta a esse palavrório?  Acaso tem razão o tagarela?”. Mas, naturalmente, Jó não estava escarnecendo. Ele estava contando a verdade sobre a sua situação, coisas que pessoas piedosos às vezes são propensas a equivocadamente ver como  escarnecimento. "Sabe, portanto" diz Zofar, "que Deus permite seja esquecida parte da tua iniquidade". "Se dispuseres o teu coração, e estenderes as tuas mãos para Deus; se lançares para longe a iniquidade da tua mão, e não permitires habitar na tua tenda a injustiça; então levantarás o teu rosto sem mácula. A tua vida será mais clara que o meio-dia, ainda que haja trevas, será como a manhã." É um tipo moralismo vulgar que se encontra freqüentemente  em alguns círculos cristãos em nossos dias, mas isso  é tão velho quanto a queda no Jardim do Éden. Nós nos vestimos com folhas de figo e acreditamos que nossa vergonha é coberta pela nossa própria retidão. Vulgaridades são oferecidas ao invés de promessas, e a resposta de Jó é compreensivelmente sarcástica: "Na verdade, vós sois o povo, e convosco morrerá a sabedoria. Também eu tenho entendimento como vós, eu não vos sou inferior; quem não sabe cousas como essas?... As vossas máximas são como  provérbios de cinza,  os vossos baluartes, baluartes de barro. Calai-vos perante mim, e falarei eu,  e venha sobre mim o que vier... Eis que me matará, já não tenho esperança; contudo defenderei o meu procedimento". Não obstante, Jó é subjugado com pesar e dor. Quando ele derrama seu coração perante Deus, Elifaz apresenta outro sermão: " Tomas vão o temor de Deus" diz a Jó, "e diminuis a devoção a ele devida". Jó responde: "Tenho ouvido muitas coisas como estas; todos vós sois consoladores molestos. Porventura não terão fim essas palavras de vento?" Mais importante, Já não sabe o que fazer do conforto de Deus no seu sofrimento: "Na verdade, as minhas forças estão exaustas; tu, ó Deus, destruíste a minha família toda".  E ainda, em meio a sua dor,  Jó uma vez mais busca por um mediador, alguém que pudesse defender a sua causa perante Deus: "Já agora sabei que a minha testemunha está no céu, e nas alturas quem advoga a minha causa. Os meu amigos zombam de mim, mas os meus olhos se desfazem em lágrimas  diante de Deus, para que ele mantenha o direito do homem contra o próprio Deus, e o do filho do homem contra o seu próximo". Até mesmo quando ele derrama seu lamentos pelo seu tormento terreno, Jó é capaz de encontrar um janela por onde ele vislumbra uma esperança. Não é a visão de uma saúde renovada, riqueza recuperada ou felicidade redescoberta, mas é  a visão de algo mais precioso no meio do seu sofrimento: "Porque eu sei que meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão e não outros. Como meu coração anela dentro de mim!"
Eliú começa a entender algo do conforto de Jó em seu grande fardo como declara, "Se com ele houver um anjo intercessor, um dos milhares, para declarar ao homem o que lhe convém, então Deus terá misericórdia dele, e dirá ao anjo: 'Redime-o para que não desça à cova; achei resgate. Sua carne se robustecerá com o vigor da sua infância, e ele tornará aos dias da sua juventude. Deveras orará a Deus, que lhe será propício; ele, com júbilo, verá a face de Deus, e este lhe restaurará a sua justiça. Cantará diante dos homens e dirá: Pequei, perverti o direito, e não fui punido como merecia. Deus redimiu a minha alma de ir para a cova; e a minha vida verá a luz".
Depois que Jó e seus amigos terminam os sermões, Deus finalmente fala e dirige-se a ele. Fora do vendaval, ele responde a Jó: "Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? Cinge, pois, os teus lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber. Onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento". Depois de listar um número sem fim de ações divinas que ilustram a sua sabedoria e poder sobre o universo, Deus fecha a boca de Jó e de seus amigos. Porque todos eles tinham assumido que tinham acesso aos propósitos secretos de Deus. Todos eles agiram na suposição de que podiam discernir a mente de Deus. Quão facilmente nós tentamos isso quando o sofrimento atinge a nós ou aos nossos amados! É um equívoco tentar racionalizar o propósito por trás de tudo. Deus recusa-se a revelar essas coisas e suas deliberações permanecer um mistério para os mortais. Deus pergunta a todos eles: "Brincarás [comigo] como se fora um passarinho? ou ter -[me]- ás preso à correia para as tuas meninas?   Qualquer esperança de subjugar - [me] é falsa; acaso não será o homem derribado só em ver - [me]. Quem é, pois, aquele que pode erguer-se diante de mim? Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu".
Após a defesa de Deus, Jó ficou sem desculpa. Apesar da sua teologia, a sua experiência o tinha levado a questionar a soberania e a bondade de Deus. Porque ele não podia compreender como isso poderia ser conciliado com a sua visão de Deus, ele concluiu que não havia resposta. Mas Deus  recordou-lhe, como ele recorda a todos nós, que o fato de não termos as respostas não significa que não haja resposta. Os amigos de Jó tinham todas as respostas: o sofrimento de Jó era o efeito do seu pecado ou o seu fracasso para reivindicar vitória sobre as suas circunstâncias. Recusando-se a aceitar a justificação pelas obras e a aceitar trivialidades, Jó tornou-se um existencialista e preferiu não ter resposta a ter respostas erradas. Muito semelhante a Jean-Paul Sartre,  depois do desespero de duas guerras mundiais selvagens, Jó concluiu que suicídio poderia ser preferível a suportar o seu sofrimento. Uma vez após outra ele clama a Deus para por fim  a sua vida.
Para aqueles que são amarrados aos altos mastros de sofrimento, há freqüentemente um medo que é maior do que o medo da morte. É o medo de vida. É o medo da manhã seguinte, e a manhã depois daquela. Diante de um desespero tão profundo, a tentação é grande ou para fugir de Deus, porque o sofrimento é creditado de alguma maneira à Sua ira pelos nossos pecados pessoais, ou para refugiar-se nele porque a pessoa sabe que ele ou ela está em paz com Deus. Foi por isso que Jó disso que seria capaz de dirigir-se a Deus em sua situação se tão somente ele tivesse um intercessor, um advogado ou mediador. Gradualmente, cresce a sua  confiança neste mediador: "Já agora sabei que a minha testemunha está no céu, e nas alturas quem advoga a minha causa. Os meu amigos zombam de mim, mas os meus olhos se desfazem em lágrimas  diante de Deus, para que ele mantenha o direito do homem contra o próprio Deus, e o do filho do homem contra o seu próximo"
Qualquer coisa que estivesse errada na vida de Tim, ele tinha uma convicção inabalável de que a sua testemunha estava no céu. Ele sabia que Jesus Cristo era o seu intercessor, um amigo a quem ele poderia derramar as lágrimas a Deus e ele sabia que Jesus Cristo, o seu Irmão Mais Velho, estava intercedendo por ele diante de Deus como um homem pleiteia pelo seu o amigo. Tim conhecia o significado do desespero de Paulo sobre a sua natureza pecaminosa, em Romanos capítulo 7, onde o Apóstolo lamenta, "Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Desventurado o homem que sou! quem me livrará do corpo desta morte?" Mas, também, como o Apóstolo Paulo,  Tim sabia a resposta para aquela pergunta: " Graças a Deus, por  Jesus Cristo nosso Senhor! Já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus".
Então, por que esta confiança não impediu nosso irmão de pôr um fim em sua vida? Não podemos responder a essa pergunta de forma melhor que a dos amigos de Jó para solucionar o enigma do seu sofrimento. Mas eu posso dizer isto: Mesmo que sejamos muito fracos para nos agarrar em Cristo, Ele é forte o suficiente para nos sustentar. Ainda que não sejamos capazes de encarar o amanhã, Cristo já venceu a morte e sofreu o seu aguilhão por nós. À semelhança de Jó que sabia que o seu Redentor vivia  e que ele o veria no mesmo corpo que foi coberto no momento com chagas sangrentas e dolorosas, o Apóstolo Paulo declarou: "Se Cristo não ressuscitou é vã nossa pregação e vã a vossa fé... Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas  a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens". O cristianismo não é verdadeiro porque funciona. Em muitos casos, não funciona. Quer dizer, não resolve todos os problemas que nós pensamos que deveria resolver. Aqueles que se tornam  cristãos porque foi dito a eles que refariam o casamento, ao se encontrarem diante de um juiz para assinar o divórcio, podem perder o interesse pelo Cristianismo. Aqueles que esperaram se libertar de hábitos e desejos pecaminosos depois da conversão em que  uma  "vitória imediata" foi prometida podem se achar desiludidos completamente com Deus, quando percebem que ainda são pecadores salvos pela graça. E há, sem dúvida, muitos nesta cidade e em outros lugares que dirão, " Se o cristianismo não funcionou para alguém como o Dr. Timothy Brewer, como pode funcionar para mim"? É uma pergunta honesta, uma pergunta compreensível. Mas presume que o cristianismo conserta tudo. O cristianismo não resolve tudo, não pelo menos aqui e agora. Ele promete que tudo será consertado no fim da história, mas nesta nossa experiência no deserto, estamos em peregrinação para a cidade santa. Alguns peregrinos acharão a jornada muito mais difícil que permanecer no  Egito, em incredulidade. Tim não era nenhum desses peregrinos que retrocederam para o Egito. Outros agüentarão a parte deles nesta vida o melhor que puderem, e o Tim e a Beth Brewer foram torres de força para mim em minha própria peregrinação, quando os via enfrentar sucessivos desastres confiando uma vez após outra em  Deus e na Sua graciosa promessa.  Mas Tim foi um peregrino para quem a caminhada para a cidade eterna tornou-se tão pesada que ele procurou um outro caminho. Com Beth, ele estava almejando uma cidade melhor, mas estava pouco disposto esperar.
Não fomos chamados aqui esta tarde para julgar a Deus. Deus não prometeu para qualquer de nós saúde, riqueza e felicidade. Na verdade, ele nos fala que se esperamos compartilhar a glória de Cristo também participaremos do Seu sofrimento. O cristianismo é verdadeiro, não porque funciona para as pessoas de forma pragmática, utilitária, mas porque há quase dois mil anos, o Filho de Deus foi crucificado pelos nossos pecados fora do centro da cidade de Jerusalém, e foi ressuscitado para nossa justificação. Este evento histórico pode não consertar nossos matrimônios, nossas relações ou nossos problemas cotidianos do modo que gostaríamos, e no tempo que gostaríamos, mas nos salva da ira vindoura de Deus. E seguramente devido a isso, tudo o mais, mesmo não sendo insignificante, passa a ser secundário, se comparado a esse portentoso fato. "E assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo." Nós não estamos aqui para julgar a Deus hoje. Mas também não estamos aqui para julgar Tim Brewer. Ninguém pode justificar a ação dele, mas  Tim Brewer está justificado diante de Deus. Como você sabe,  ser aceito perante Deus não tem que ver com o que temos feito ou deixado de fazer, ou todos nós estaríamos perdidos. É uma questão de confiar no que Cristo fez, porque Ele terminou a obra da nossa redenção, Ele pagou o resgate pelos nossos pecados e satisfez a justiça que nossa culpa requeria.
A justiça perfeita que Deus requer de nós foi adquirida por um único homem que sempre viveu, o Redentor em quem Jó, Paulo  e todos os outros santos procuraram refúgio da morte e do inferno. No momento em que confiamos em Cristo, renunciamos às nossas próprias reivindicações de santidade  e aceitabilidade,  despojamo-nos das folhas de figo de nossa própria fabricação,  Deus nos veste com o manto da justiça de Cristo. Por causa da vida de obediência de Cristo , a sua morte sacrificial e a sua ressurreição triunfante,  somos aceitos pelo Pai e  feitos os seus herdeiros, recebendo o Espírito Santo e a promessa de ressurreição da nossa própria carne mortal. Isto significa que é seguro olhar para Deus novamente. Como Jó disse que se ele tivesse um defensor, um mediador,  ele poderia erguer os olhos para Deus no seu sofrimento, então, todos nós podemos chorar no ombro de nosso Pai esta tarde porque não temos nada a temer. Não é a Sua ira que nos enviou a dor e o sofrimento se de fato pertencemos a Ele, porque ele intercepta os desígnios de Satanás e transforma até mesmo o pecado e o mal em mensageiros da graça.
À semelhança de Jó e de Paulo, Tim  sabia que o seu Redentor vivia, embora ele próprio não pensasse que podia continuar vivendo aqui em baixo. Não haverá nenhuma morte, nenhum sofrimento, nenhuma dor, nenhuma doença ou decepção. Neste momento, o Tim está esperando o seu novo corpo e como também já está desfrutando a presença de Deus. Se a graça de Deus é maior que todos nosso pecado, até mesmo este pecado de suicídio, então seguramente cada um de nós é convidado calorosamente pela ressurreição de Cristo, "Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei". E com Jó e  Paulo ele reinará com Cristo porque o seu Redentor vive. Porque a tumba de Cristo está vazia, o sepulcro de Tim também estará vazio no último dia. Com Jó, Tim pode dizer: "eu o verei em minha carne", no mesmo corpo que, aos 18 anos de idade, caiu 75 pés enquanto escalava um rochedo, deixando-o com uma costela quebrada e os pés reconstruídos; naquele corpo que testemunhou a morte do seu irmão  por leucemia e o morte do seu pai enquanto o Tim estava na faculdade.
É nesse corpo que, junto com Beth, cuidada de dois filhos com severas dificuldades para o aprendizado , como sendo presentes de Deus,  e nesse corpo que só há quatro meses foi atropelado por um trem,  Tim verá Deus. Será um corpo reconstruído não pelas habilidosas mãos de médicos terrenos, mas pelas mãos do Criador,  o Grande Médico. Esse corpo de Tim será perfeitamente renovado e estará completamente livre de qualquer dor. Naquele dia, as Escrituras nos asseguram: "Deus enxugará todas as lágrima dos seus olhos. Não haverá mais morte ou lamento ou choro ou dor, pois esta velha ordem das coisas terá passado. Até então, ele está na presença de Deus sem o seu corpo e a espera daquela entrada triunfal dos cativos libertados de Deus que chegam juntos em procissão triunfal pelos portões da cidade eterna depois de um inverno longo, e duro pelo deserto. Realmente, o cristianismo funciona, afinal de contas, para todos nós que acreditamos, exatamente quando nós mais precisamos dele. Talvez alguns de vocês aqui, como Jó tinha pensado: “Serei condenado; por que, pois, trabalho eu em vão? Porque ele não é homem, como eu, a quem eu responda vindo juntamente em juízo. Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos. Tire ele a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror, então falarei sem o temer; do contrário, não estaria em mim”. Tim gostaria de lembrar a todos nós que temos este árbitro, este mediador que tem removido a vara de Deus de sobre nós, de modo que o temor dele não nos assusta mais. Agora podemos falar sem medo porque ele nos chama de filhos e não de inimigos.
A Beth e ao resto da família, eu sei eu que vocês perderam o marido, filho, pai e irmão. E embora eu tenha perdido um de meus amigos mais íntimos, eu não posso imaginar o sofrimento de vocês, mas Deus a tudo conhece e os confortará. Porque ele também  perdeu o Seu Filho. Ele enviou o Seu próprio Filho para um sofrimento terrível e uma morte cruel para que assim pudesse salvar inimigos e torná-los Seus próprios filhos e filhas. Você pode vir a ele como seu Pai não somente porque Ele sabe como você se sente, mas porque a Sua perda garantiu  sua adoção na família dele e fez do Tim um herdeiro em Cristo. E para todos aqui que têm medo da morte, ou de vida, as boas notícias são que este homem está à mão direita de Deus, com um advogado que defende nossa causa. O nome dele é Jesus Cristo e se sua fé está nesta Rocha dos Séculos e nesta Fortaleza Poderosa, ele será seu amigo, neste mundo e no mundo vindouro.



terça-feira, 23 de janeiro de 2018

1º Samuel 3 - A SOBERANIA DA PALAVRA DE DEUS

Exposição Bíblica:
Texto: 1 Samuel 3.
Tema: A soberania da Palavra de Deus.
Rev. João Ricardo Ferreira de França
Introdução:
            No texto que nos propomos a expor nesta hora fala do chamado de Samuel para servir a Deus. Também há fortes ensinamentos para cada um de nós que nos acercamos da Palavra de Deus com a finalidade de aprender mais para serví-lo melhor. Há aqui nesta congregação pessoas que dizem que precisamos orar mais, e estudar menos, ou pelo menos dá maior ênfase a oração.
            Mas, observando isso na prática encontramos na reunião de oração quando muito umas cinco pessoas! Nos cultos pela manhã e a noite, lidamos com a baixa frequência dos crentes! Eles não vêm mais à igreja, não há prazer em suas almas em buscar conhecer ao Senhor. Isso é terrível. E como eu vejo tudo isso? Bem, vejo tudo isso como um desprezo pela Palavra de Deus! Sim a cada dia do Senhor que você negligencia você está desprezando a Palavra do Senhor! Deus está sendo rejeitado, sua palavra está sendo marginalizada na sua vida crente. Tudo porque você encontrou algo mais importante que o Senhor para idolatrar! E, como resultado disso a Palavra de Deus tem se tornada escassa em nossos dias.
            É aqui neste texto que encontramos verdades fundamentais sobre a nossa vida cristã e nossa relação com a Palavra de Deus. Gostaria de abordar com vocês o tema “A soberania da Palavra Deus.” Como está soberania da Palavra é demonstrada?
I – No entendimento que ela pode ser tonar rara para nós (1º Samuel 3.1)
“O jovem Samuel servia ao SENHOR, perante Eli. Naqueles dias, a palavra do SENHOR era mui rara; as visões não eram freqüentes. (1Sa 3:1 ARA)”      
            Quando vemos este texto em particular devemos lembrar que os nossos dias não são os únicos em que a Palavra de Deus se tornou escassa, difícil de se encontrar , fora de moda, ou aparentemente sem força quando é exposta. Notemos como este texto é importante para nós; pois, vemos que um jovem que foi confiado aos cuidados do sacerdote – estava crescendo em tempo no qual a palavra de Deus era escassa! Ele ainda servia ao Senhor, mas a palavra de Deus não era ouvida com regularidade.
            O autor sagrado enfatiza esta verdade “naqueles dias a palavra do Senhor era muito rara, as visões não eram constantes”. Sem a luz da revelação, toda sociedade estava em perigo! O poeta Salomão ecoava esta mesma verdade em provérbios 29.18 – “Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz. (Pro 29:18 ARA)”  - o termo hebraico usado em ambas passagem pra profecia e visão é o mesmo “חָז֖וֹן (1Sa 3:1 WTT)” –hazon – e este termo significa “visão” ou “revelação de Deus”; ou seja, sem a palavra de Deus o povo se “corrompe” o verbo corromper aqui é o mesmo usado no fatídico episódio do bezerro de ouro (Êxodo 32.25), a palavra  hebraica “יִפָּ֣רַֽע ” (ypara’) significa “deixar solto”, “não ter restrições”, “corromper-se”. Era exatamente isso que estava ocorrendo nos dias do jovem Samuel – corrupções pelo abandono da Palavra de Deus; Eli o sumo sacerdote tinha dois filhos, vivam distantes de Deus e de sua palavra, mas ainda assim presidiam os cultos, serviam diante do Alta tudo com o consentimento do Pai.
            Enquanto isso acontecia a palavra de Deus continuava escassa e raramente era anunciada e ensinada ao povo de Deus. Aqui é um alerta gritante para nós, mas mera posse da Palavra não será suficiente  para fortalecer a vida cristã, em ocasiões de necessidade.
            Na verdade a negligência a esta palavra pode fazer com que o próprio Deus torne sua Palavra escassa no meio do povo. Olhemos como tratamos a Palavra de Deus, como tratamos o culto, como lidamos com as coisas de Deus; não temos o devido respeito e temor com a Palavra Deus. O culto tem sido desprezado, ele não ocupa mais um lugar importante na vida da Igreja.
            Devemos nos lembrar que a soberania de Deus está em ele também remover a Palavra do púlpito da igreja. Quando Deus remover pastores fiéis na igreja, geralmente é porque as igrejas tem desprezado a Palavra de Deus e não tem zelado por ela; é porque o Domingo  tem sido visto como um dia para passarmos com os nossos familiares em casa do que na presença do Senhor em prestar-lhe culto.
            Compete-nos lembrar da profecia de Amós 8.11-12:  “11 Eis que vêm dias, diz o SENHOR Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR.  12 Andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a palavra do SENHOR, e não a acharão.” – uma das formas da soberania de Deus ser demonstrada é quando ele decide remover a Palavra dele de uma igreja que não o honra!
            Quando nós desprezamos a palavra de Deus, seus mandamentos, seus estatutos, sua adoração – Deus se volta para nós e retirar a palavra e as trevas novamente se instaura em nossa alma. Continuaremos a desprezar a Palavra de Deus? Continuaremos a dizer que o culto é algo pesado à  nossa alma!? Continuaremos a dizer que o sermão é longo de mais!? Continuaremos a dizer que queremos menos pregação e mais oração? Lembre-se é a palavra quem dá combustível a nossa oração, não as nossas necessidades!
            Antes de deixar este tópico permitam-me trazer um trecho de uma exortação puritana neste particular:
muito tendo ouvido a respeito do Sr. Rogers, de Dedham [John Rogers, um dos primeiros pregadores Puritanos], fez uma viagem... a fim de ouvi-lo pregar... O Sr. Rogers falou sobre... a questão das Escrituras. E, no sermão, fez uma censura às pessoas por negligenciarem a Bíblia... e personificou Deus diante do povo, dizendo-lhes: "Bem, tenho-vos confiado há tanto tempo a minha Bíblia... ela jaz na casa deste ou daquele, coberta de poeira e teias de aranha; e não vos incomodais em dar-lhe ouvidos. É assim que usais a minha Bíblia? Bem, não tereis mais a minha Bíblia". E ele tomou a Bíblia de sua almofada, como quem estivesse se retirando; mas, imediatamente, voltou-se para eles e personificou o povo diante de Deus, caindo de joelhos, clamando e rogando da maneira mais veemente: "Senhor, o que quer que faças conosco, não tires a Bíblia de nós; mata nossos filhos, queima as nossas casas, destrói os nossos bens, mas poupa-nos a tua Bíblia, não tires de nós a tua Bíblia". Então, novamente personificou Deus para o povo, dizendo: "Vós dizeis assim? Bem, eu vos testarei um pouco mais; e aqui está a minha Bíblia para vós. Verei como a usareis; se a amareis mais... se a observareis mais... e se a colocareis mais em prática, vivendo de acordo com ela". Por meio dessa encenação (conforme o doutor me contou), o Sr. Rogers deixou a congregação em uma tão estranha postura que... todo o povo que estava no templo desmanchou-se em lágrimas; e o Sr. Goodwin me disse que ele mesmo... quando saiu... pendurou-se por um quarto de hora ao pescoço de seu cavalo, chorando, antes que tivesse forças para montar, tão estranha era a impressão que caíra sobre ele, bem como sobre todos os ouvintes, após terem sido repreendidos por negligenciarem a Bíblia.'( PACKER, 1996, p.105). Como reconhecemos a soberania da Palavra de Deus?

II – No entendimento de que a Palavra pode ser assustadora para nós (vs. 2-10).

            A palavra de Deus pode assombrar-nos como fez com o sacerdote Eli (vs. 2-14). E foi assombroso quando Deus chamou o jovem Samuel (vs. 2-10).  Deus chamou reptidas vezes o Jovem Samuel um total de 11 vezes (vs. 4-10). Nesta cena vemos Eli cansado pronto a recolher-se no seu sono (vs.2) somos informados também que o Jovem Samuel se recolhe a sua cama (vs. 3), então, o Senhor Chamou ao jovem Samuel – notemos a presteza em responder de Samuel – “Eis-me Aqui!” – Este Jovem até o seu mestre vai até Eli (vs. 5) que era como um Pai para Samuel, e ingá-lhe, a resposta de Eli é de que Não chamara o garoto! E no verso sexto mais uma vez a voz do Senhor chama a Samuel, e mais uma vez ele pensara tratar-se da voz de Eli.
            Agora, observamos o verso sétimo a nota explicativa do narrador, para nos informar porque Samuel não entendera que era o Senhor que lhe chamava – veja-se o verso 7: “Porém Samuel ainda não conhecia o SENHOR, e ainda não lhe tinha sido manifestada a palavra do SENHOR. (1Sa 3:7 ARA)
            Como assim? Samuel vivia no templo do Senhor (tabernáculo) e não conhecia a Deus? A Negligência de Eli não era só com os seus filhos! Era também com o filho que lhe fora confiado. Samuel era filho adotivo de Eli por assim dizer! E, o sacerdote não havia ensinado a Samuel a ouvir a voz de Deus, não havia ensinado a Palavra de Deus! Havia ensinado bons constumes, como se comportar na igreja, como ser diante da hora de adoração, mas conhecer o senhor, jamais!
            Quantos filhos conhecem cada nome do jogador de futebol do time do pai? Quantos filhos são ensinados a aprender matemática? Mas, quantos filhos conhecem a Deus como criador de todas as coisas? Quantos filhos conhecem ou estudam o catecismo da igreja? Quantos pais se importam com alma de seus filhos – notemos a Palavra de Deus estava sendo também desprezada na família de Eli! Nossos filhos muitas vezes não conseguem discernir a voz de Deus na Palavra e pela Palavra porque não lhes ensinamos a ouvir a voz de Deus de modo correto!
            Mas, Deus é amoroso, Deus não desiste de chamar a aquele a que ele escolheu. Apesar dessa demora em compreender e em ouvir a voz do Senhor, Ele não repreendeu o Jovem Samuel por ser lento em responder a voz do Senhor. No verso 8 Deus chama novamente: “O SENHOR, pois, tornou a chamar a Samuel, terceira vez, e ele se levantou, e foi a Eli, e disse: Eis-me aqui, pois tu me chamaste. Então, entendeu Eli que era o SENHOR quem chamava o jovem.  (1Sa 3:8 ARA)” ; Então, o sumo sacordote Eli entendera que era Yhaweh quem chamava o jovem; e pela primeira vez, Eli instrui o seu filho adotivo a ouvir a voz do Senhor (vs. 9) – no verso 10, vemos a ternura e a paciência de Deus de forma assombrosa, a resposta imediata de Samuel é sinal de que ele aprendeu agora ouvir a Palavra de Deus.
            Ouvir a Palavra de Deus significa transmutar em atitude de obediência, em compreender que o amor de Deus e o uso de sua palavra para falar conosco é algo assombroso e espantoso ao coração.
            Mas, a palavra é assustadora também no conteúdo que ela transmite (vs. 11-14):
11 Disse o SENHOR a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que a ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos. 12 Naquele dia, suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado com respeito à sua casa; começarei e o cumprirei. 13 Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu. 14 Portanto, jurei à casa de Eli que nunca lhe será expiada a iniqüidade, nem com sacrifício, nem com oferta de manjares.  (1Sa 3:11-14 ARA)
            O Deus soberano declara que vai fazer algo terrível (vs.11); e como o Sumo Sacerdote Eli não conseguiu restringir o seus filhos, Deus julgaria a sua família, e a culpa daquele lar nunca mais seria expiada, não haveria uma palavra de Perdão (vs. 12-14). Notemos o caráter dos filhos de Eli (. 1 Samuel 2.12-17):
Eram, porém, os filhos de Eli filhos de *Belial e não conheciam o Senhor; porquanto o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém algum sacrifício, vinha o moço do sacerdote, estando-se cozendo a carne, com um garfo de três dentes em sua mão; e dava com ele, na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita; e tudo quanto o garfo tirava o sacerdote tomava para si; assim faziam a todo o Israel que ia ali a Siló. Também, antes de queimarem a gordura, vinha o moço do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao sacerdote, porque não tomará de ti carne cozida, senão crua. E, dizendo-lhe o homem: Queimem primeiro a gordura de hoje, e depois toma para ti quanto desejar a tua alma, então, ele lhe dizia: Não, agora a hás de dar; e, se não, por força a tomarei. Era, pois, muito grande o pecado desses jovens perante o Senhor, porquanto os homens desprezavam a Oferta do Senhor
            Se observamos bem essa passagem notemos que os filhos de Eli (ofni e finéias) não conheciam ao senhor, da mesma forma como Samuel 3.7 estava sendo criado era o reflexo de como Eli havia criado seus filhos. Note que Eles eram tidos como filhos de Belial e faziam tudo o que era do desagrado de Deus, inclusive tratavam as moças que cuidavam do tabernáculo como prostitutas (1 Samuel 2.22). O resultado disto tudo foi uma palavra de Juízo da parte de Deus (1Samuel 3.11-14). Como reconhecemos a soberania da Palavra de Deus?

III – Quando reconhecemos que a Palavra de Deus é soberana sobre nós (vs. 15-18)

15 Ficou Samuel deitado até pela manhã e, então, abriu as portas da Casa do SENHOR; porém temia relatar a visão a Eli. 16 Chamou Eli a Samuel e disse: Samuel, meu filho! Ele respondeu: Eis-me aqui!  17 Então, ele disse: Que é que o SENHOR te falou? Peço-te que mo não encubras; assim Deus te faça o que bem lhe aprouver se me encobrires alguma coisa de tudo o que te falou. 18 Então, Samuel lhe referiu tudo e nada lhe encobriu. E disse Eli: É o SENHOR; faça o que bem lhe aprouver. (1Sa 3:15-18 ARA)
            Aqui vemos a soberania de Deus presente na vida dos homens, notemos que Samuel não dormiu dada a grande experiência espantosa que tivera com o Senhor da Palavra  - ao levantar; foi cuidar dos seus afazeres; mas, como todo homem que é chamado a fazer a obra do Senhor o temor parece chegar a porta de seu coração – ele teme contar a visão ao sumo sacerdote Eli (vs. 15); Então, Eli o chama e lança uma imprecação caso o jovem se recurse a narrar tudo o que Deus lhe havia dito (vs.16-17) a mensagem é dura, é de julgamento. A palavra soberana de Deus é ouvida e acolhida (vs. 18) – É o Senhor. Aqui somos ensinados a dizer “Amém” à palavra do Senhor, não apenas no que diz respeito as bênçãos de Deus, mas também aos seus juízos. Isto nos levar para a última consideração a ser observada: Por que devemos considerar a Soberania da Palavra de Deus?

IV – Porque é a Palavra de Deus que pode dá credibilidade a nossa mensagem (vs. 19-4.a)

19 Crescia Samuel, e o SENHOR era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra.  20 Todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado como profeta do SENHOR.  21 Continuou o SENHOR a aparecer em Siló, enquanto por sua palavra o SENHOR se manifestava ali a Samuel. 1 Samuel 4:1 Veio a palavra de Samuel a todo o Israel. (1Sa 3:19-1 ARA)
            Vemos o crescimento de Samuel diante do Senhor, quando a Palavra de Deus se manifesta ela nos faz crescer. Ela também oferce credibilidade a nossa pregação, vemos que Deus não deixou “nenhuma Palavra do profeta cair por terra” (vs. 19). Observemos que agora a Palavra de Deus era recorrente entre o povo, pois, o povo vinha até Siló ouvir a mensagem de Deus, pois, alí estava um homem que conhecia o Senhor, Deus se revelava – e a palavra de Deus não era mais desprezada!
Aplicação:
1.      Existe uma necessidade de valorizarmos a pregação da Palavra de Deus. Não devemos abandonar e desprezar a verdade revelada por Deus.
2.      Necessitamos aprender a ouvir a voz de Deus na pregação da palavra, muitas vezes tratamos o sermão como um mero exercício intelectual, ou um entretenimento dominical noturno. Ouvir a Deus na sua palavra faz para a vida cristã, acima de tudo, precisamos ouvir a Escritura porque certamente ela nos conduz a palavra que jamais passa – ela nos leva Cristo, que é o conteúdo e  a substância da Bíblia.
3.      Precisamos conhecer mais a Deus – fazer com que os nossos filhos e parentes também o conheça!
4.      Precisamos nos submeter a vontade Deus conforme revelada na Palavra – Eli tardiamente reconheceu isto, reconheceu que é Deus quem determina todas as coisas por meio de sua Palavra.

5.      Compreender que a validade da Palavra depende de Deus – Deus é quem validará cada palavra que dissermos a respeito de sua pessoa, de sua obra, e da redenção que trouxe em Cristo Jesus.

Apocalipse 8.6-13: As Trombetas do Juízo de Deus

  IGREJA PRESBITRIANA DE RIACHÃO DO JACUÍPE – BA Fidelidade na Doutrina, simplicidade no Culto e Santidade na Vida Shabbath Cristão, 14 ...